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Helenida Tauil | Domingo, 14 de setembro de 2014

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Instituto Roberto Miranda

Ary Sudan

Mais que um encargo, é uma honra ser o Presidente do Instituto Roberto Miranda – antes denominado ILITC – Instituto Londrinense de Instrução e Trabalho para Cegos. Criado em 1965, pelo então arcebispo Dom Geraldo Fernandes e outras personalidades londrinenses, infelizmente, ficou inativo por 14 anos e posteriormente foi entregue a sua direção para Carlos Roberto Miranda, no ano de 1979, que com seu idealismo, determinação e integridade moral, levou o projeto adiante e transformou um sonho em realidade.

IMG_0575Passados 33 anos de funcionamento, o IRM transformou-se em referência no Paraná, dentro da sua área de atuação. Pelo instituto já passaram mais de mil alunos, que lá tiveram atividades pedagógicas, de reabilitação e voltadas para ter vida autônoma. Além do segmento de ensino, a instituição oferta a área terapêutica, composta por uma equipe multidisciplinar, com fisioterapeutas, assistentes sociais, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicólogos, que fazem mais de 3.000 atendimentos mensais, incluindo alunos e comunidade por meio de convênio com o SUS.

Essas ações geram muita satisfação para o grupo dirigente e para todos os que lá trabalham, como, por exemplo, presenciar alunos concluindo seus estudos, muitos chegando ao ensino superior, contemplando graduação e pós-graduação. Hoje é comum encontrarmos pessoas que tiveram perda total de visão, circulando pela cidade, demonstrando muita segurança e independência. Isso é resultado do trabalho executado pela entidade e por todos que a compõem.

Vale lembrar que a perda da visão é ocasionada por várias razões e atinge todas as classes sociais e todas as faixas etárias, mas felizmente com os recursos atuais e o apoio de entidades como o Instituto Roberto Miranda, as pessoas portadoras dessa deficiência ganham liberdade e convivem com a família e com a sociedade num relacionamento que a falta da visão não atua como empecilho para ter uma vida normal.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, 6% (seis por cento) da população apresenta deficiência visual que precisa ser diagnosticada e tratada em tempo para evitar consequências graves. O IRM também possui o propósito de iniciar um programa de prevenção, atuando nas escolas públicas para levantar os casos mais graves, encaminhando para especialistas, em parceria com Hospitais ou Centros Oftalmológicos.

O Instituto conta com apoio do poder público, especialmente nos investimentos e manutenção de quadro de professores e técnicos, mas depende de doações para fazer frente aos gastos de custeio, que não é pequeno considerando o número de pessoas que circulam diariamente pelas suas dependências. É um importante ativo social de Londrina que precisa ser apoiado pela população.

Ary Sudan

 

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